segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Conselho.

Deveria aproveitar o hoje? Amanhã poderá ser tarde demais... Todos os segundos contam, não existem segundas chances. Sabendo isso, teria dito que te amo? Mandaria os medos e os receios para trás das costas? Apagaria todas as memórias que me fizeram sofrer? Diria adeus a todos os que amo? Recebi o melhor conselho do mundo e não o soube aproveitar. O primeiro passo que damos é sempre o maior salto da nossa vida. Perdi muito tempo a pensar no que ia fazer a seguir, em vez de deixar que tudo acontecesse. Deveria ter improvisado, não deveria ter seguido as regras. Este conselho quebra qualquer uma delas. Sim, se tivesse hipótese teria feito tudo aquilo que não fiz e seguido aquele sábio conselho. Hoje digo que te amo, sem medos nem receios, não existem memórias que me façam sofrer e por fim, um último adeus aqueles que amo, incluindo tu... Em vida não consegui cumprir o que ouvi, mas agora acabei o que tinha deixado para trás...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Segundos para que tudo mudasse...

Contava os segundos para que tudo se tornasse diferente... Para ti, era apenas um amigo, um bom amigo. Sabia que de futuro, deixaria de haver "nós" e que iria começar a haver "vocês". Encontrarias alguém que talvez não te amasse tanto quanto eu, mas que para ti, seria infinitas vezes maior o amor que te dava. Estaria a iludir-me a mim próprio ao pensar que nada iria mudar e que esse tal rapaz, fosse mesmo eu. Esperas que acredite numa mentira que nem tu mesma acreditas e isto tudo apenas para evitar o que viria a seguir. Vivo cada dia a ouvir o ponteiro dos segundos com o barulho do meu coração. Quando um deles parasse, tu terias partido e nada voltaria a ser como era. Desde aí que escuto qual dos dois que parará primeiro...

sábado, 30 de outubro de 2010

Um Dia Encontrar-te-ei...

"Se alguém disser que te esqueci, chora, porque nesse dia, eu morri...".
Perdi o controlo sobre tudo, até mesmo sobre mim... Continuo a sonhar, sim. É tudo o que me faz viver, o sonho de um dia te trazer para a minha realidade. Nunca te tinha visto antes, mas sabia que existias. Andavas no mundo perdida e eu tinha que te encontrar. Sim, eu estaria lá para tudo e seria tudo aquilo que deveria ser.
Quando te encontrasse poderia voltar a respirar, poderia voltar a sentir o que há muito não sentia, poderia voltar a viver. Era essa a minha missão. Tinha de partir imediatamente ao teu encontro. Faltavam-me forças, mas eu fui com as que tinha...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O Fim Do Mundo.

Chovia como nunca antes se tinha visto. Estava um dia negro e obscuro, o céu apresentava tons de laranja, azul e até mesmo cinzento. Nele estava pintado o que se iria suceder: o fim estava próximo. Juntamente contigo aguardava para que chegasse. De mãos dadas haveríamos de morrer para que o meu último segundo, o meu último suspiro e para que a última palavra que dissesse, fosse a teu lado. Estava perto, eu sentia-o. O mundo começou a escurecer até que deixámos de ver por completo. A morte era fácil, não sei se foi de estar a teu lado ou de ser tão repentina mas a verdade é que viver é bem mais difícil. Continuava sem ver, conseguia apenas sentir a tua mão e ouvir cada batimento do teu coração. Estavas tão assustada que mesmo sem ver conseguia perceber que estavas lívida de tanto medo. Contornei o teu corpo com os meus braços e tentei transmitir-te segurança: Pronto, tudo acabou, eu agora estou aqui...

sábado, 16 de outubro de 2010

Escuridão Eterna.

Levaste contigo as únicas coisas que restavam de mim. Levaste tudo aquilo que eu era, sem deixar uma única emoção. Levaste a minha dignidade, a minha esperança, a minha coragem, a minha felicidade, até mesmo o meu sorriso... Eu estava vazio, num mundo onde a escuridão permanecia eternamente. Não podias ter levado contigo as únicas coisas que me faziam viver. Não agora que eu precisava tanto delas. Queria que um dia nos voltássemos a encontrar para que eu pudesse recuperar o que era meu por direito. Cheguei mesmo a amar-te, mas neste momento não conseguia deixar de sentir ódio. Eu estava trancado num mundo de pesadelos dos quais não voltaria acordar. Passaram-se anos e anos até que o encontro se deu... Sem forças para lutar, não tinha conseguido recuperar aquilo que era meu. Tinhas virado costas para te ires embora quando te fiz um último pedido: Leva a minha vida também... O meu mundo nunca tinha ficado tão negro...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Amor.

Estava perdido, desorientado numa escura e densa floresta a que chamam amor. Nunca tinha entrado em tal sitio e agora não conseguia sair. A floresta era interminável, por muito que andasse nunca conseguia sair de lá... Aquele sítio era desagradável até mesmo deprimido.Foi então que vi uma rapariga de cabelo preto, aparentemente à procura do mesmo que eu. Quando olhei para ela, fiquei admirado da maneira que os olhos dela brilhavam em tamanha escuridão. Além disso, eu conheci-a de algum lado... Num repentino afluxo de compreensão percebi que estava apaixonado por ela e que antes também o tinha estado. Ela já sabia quem eu era, ela aguardava por mim há muito tempo naquele sítio e nós só podíamos sair de lá juntos, com a força e a confiança um do outro. Sim, nós íamos consegui-lo uma última vez... Sim, nós íamos consegui-lo juntos...

Quando as nossas vidas acabaram...

Quando cheguei ao descampado, a batalha já tinha acabado. Eu sabia que não fora só a batalha que terminara, tu tinhas morrido... Falhei a missão mais importante da minha vida: proteger-te. Eras frágil e estavas destinada a travar esta batalha um dia. Cheguei tarde e por isso tiveste de a travar sozinha, pagaste esse meu erro com a tua própria vida e isso era tão injusto... Tinha as mãos ensanguentadas de segurar no teu corpo... Num ultimo gesto de adeus disse apenas uma palavra: Amo-te. Agarrei na faca que acabara com a tua vida, e espetei-a no meu coração. Sim, a minha vida acabara, mas tinha acabado no momento em que me deixaste...
Eu sabia que agora estavas comigo, só tinha de te encontrar...

sábado, 25 de setembro de 2010

Destino.

Tudo estava pré-destinado... Apercebi-me que por muito que tentemos voltar atrás para corrigir erros passados nunca irá modificar o futuro. Tudo acontece por uma razão... Tu... Chegaste até mim como se estivesse num conto de fadas. Foi tudo tão fácil e rápido... Eu não estava habituado... Tinha sempre que lutar para conseguir as coisas e tu apareceste assim, vinda do nada. Estranhei a princípio sempre de pé atrás para que não sofresse qualquer tipo de desilusão. Perdi demasiado tempo a evitar coisas inevitáveis. Não fora só o tempo que eu tinha perdido. Perdi-te a ti também... Ficaram muitos "Amo-te" por dizer, muitos beijos e abraços por dar e muitas outras coisas por concretizar. Partiste, escolheste-o a ele... Hoje é o dia em que digo chega a esse pensamento, não irás tomar conta nem do meu coração nem da minha mente, simplesmente não existirás mais para mim, por muito que isso me custe... Tinha-me sido destinada uma lição: Não percas tempo com coisas inevitáveis, não deixes nada por dizer nem nada por fazer.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Ao Luar...

Lembro-me daquela noite como se tivesse sido ontem. Estávamos deitados num extenso prado, longe tudo e de todos. Era um momento como há muito não tinhamos. Estava uma noite calma, de lua cheia, onde a brisa soprava fazendo soar mil e uma canções. Sorriste para mim de uma forma carinhosa, até mesmo sincera. Não tinha reparado como os teus olhos brilhavam... Que maneira tão estranha e encantadora de brilhar. Era incrivel o poder que a lua exercia em ti, nunca tinha visto um olhar tão belo ao longo da minha vida. Olhaste para mim uma segunda vês e percebi que tinhas alguma coisa muito séria para me dizer. Caiu-te uma lágrima do rosto. Perguntei-te o que me querias dizer, queria tirar toda a angústia que existia dentro de ti. Olhaste para mim, uma terceira vez, já com várias lágrimas a cairem E disseste-me que aquela seria a nossa última noite. Não podia acreditar no que estava a ouvir... Sem mais tempo a perder, perguntei-te o porquê dessa decisão. Disseste-me que te ias embora e que nunca mais voltavas. O meu mundo parecia desabar em chamas que me consumiam o coração. Aquilo não podia estar a acontecer. Sim, aquilo era um adeus, um adeus eterno. Não pude de deixar de te abraçar. Beijámo-nos uma última vez e disseste-me que estava na hora. Quando te preparavas para me deixar, prometi-te que um dia iria ter contigo, por muito longe que estivesses. Sem ti visitei aquele prado todas as noites, com a esperança de um dia voltares ao sítio onde me tinhas deixado. Aquele prado sem ti, não era a mesma coisa, sem ti, nada era a mesma coisa.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Coração Gelado.

Sim, quando acordei já lá não estavas. Tinha acordado a meio de uma noite de um frio e escuro Inverno. Nessa altura, tinhas acabado de partir... Conseguia sentir o meu coração tão frio como aquela noite. Sem ti ali, já não havia razões para viver... Passaram-se meses, até anos, e o meu coração, continuava tão frio como naquela noite. Eu sabia que virias. Eu iria esperar eternamente, porque afinal o tempo não era problema para nós... Eu iria esperar sim, iria esperar que um dia mais tarde pudesses voltar para mim outra vez...