domingo, 24 de abril de 2011

Uma Floresta Fria.

Andávamos pela floresta há dias. A sua vasta florestação não permitia que lhe visse o fim. Acho que só estava vivo, por estar contigo. Eras tu que fazias com que o meu coração continuasse a bater. Estava cansado e sem forças, começava a pensar que jamais sairíamos dali. Aquela não era uma floresta normal, havia um ar intensamente frio que predominava naquele padrão tão negro. Não havia qualquer ser vivo, as árvores estavam cinzentas e o céu muito negro, como nunca antes o tinha visto. Caímos lado a lado à espera do fim. Sabíamos que a partir do momento em que um dos corações parasse, o outro pararia também. Apesar do frio intenso que pairava no ar, sentia o teu corpo quente e afável. Morreríamos juntos, tal e qual como sempre o desejámos. Não tive medo de que a morte se deparasse sobre mim, sabia que quando acordasse, fosse onde fosse, tu estarias ali à minha espera, para que juntos prosseguíssemos viagem. A escuridão apoderou-se de mim de uma forma incrivelmente rápida e tudo o que ouvia era o teu pensamento... Onde estaria eu? Voltaria a ver a luz do dia? Porque é que já não sentia o teu calor? Será que nunca mais te veria? Não, acho que para estas perguntas jamais obteria resposta, por isso, deixei que a morte tomasse conta de toda a minha alma...

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